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sábado, 28 de maio de 2016

Com o abrunhosa não vou…nem à bola


Por estes dias surgiu um apelidado hino para a seleção portuguesa de futebol em vias do europeu em França, durante o mês de junho.

Escolheram como canta-autor um certo de pedro abrunhosa – a quem parece que disseram, um dia, a brincar, que tinha jeito para cantarolar e ele levou a sério a brincadeira e agora vai-se entretendo (à mistura de explorar os mais ou menos incautos) a cançonetar… dentro e fora do país…com a cobertura de interesses regionalistas, caldeando amplitudes corporativas de classe e/ou de partido… O lóbi tem funcionado!

Detesto quem se esconde. Abomino quem tenta ludibriar a boa-fé alheia. Abjuro quem usa de máscara para se promover. Arrenego quem faz das suas limitações – reais ou capciosas… com menos boa visão – um estilo de figura… Aquele misantropo que se vai camuflando sob uns óculos revivalistas não merece que lhe demos crédito, pois se tenta arvorar em intelectual – um anterior selecionador nacional (estrangeiro) diria que era da ‘bosta’ – amealhando proventos à custa de causas que, por serem nacionais, não deviam ser atribuídas nem assumidas por gente quem não tem nível nem qualidade…mínima, suficiente ou razoável. 

= Plágio musical…tristeza nacional

Intitulado: ‘tudo o que eu te dou. Somos Portugal’, o refrão do (dito) hino para o campeonato europeu, em França 2016, por parte de Portugal diz: ‘Que tudo o que te dou, tu me dás a mim. Tudo o que sonhei, tu farás por mim. Tudo o que me dás, nós damos-te a ti. Somos Portugal’.

Dizem que querem fazer de cada português 1 de 11 milhões de adeptos pela seleção… Mas com esta mobilização musical já parece que perdemos os jogos… todos, ainda sem entramos em campo!

Não basta querem vender uma imagem retocada em fotoshop, pois bem depressa se percebe que não corresponde à realidade. Os jogadores vêm para servir-se da seleção, quais estrangeirados em comissão de serviço, não sentem as dores da mãe-pátria nem tão pouco dos que aqui sofrem para conseguirem sobreviver às dificuldades. Uma parte significativa vem pavonear-se nos seus carrões, sem cuidarem de não ofenderem os mais pobres. Tratados como ídolos, esquecem-se quem têm pés de barro… sim a sua arte de pés – foot ball (bola com os pés) – pode claudicar à mais pequena lesão e tudo se esboroa… 

= Alienação coletiva…desgraça sebastianista

Como povo/nação quase sempre nos tentamos unir em volta de projetos mais ou menos ilusórios. A mística sebastianista como que reverdece em maré de intenções do nosso ‘eu coletivo’. Por agora têm sido as façanhas desportivas – sobretudo na área do futebol… dos mais novos ao sénior – que têm servido de catarse aos sonhos de vitória no contexto europeu e até mundial. O herói da Madeira tem servido de engodo para alguns intentos, mas os anos passam e de pouco tem valido em momentos decisivos. Mais uma vez – possivelmente a derradeira – estão colocadas nele as esperanças coletivas…mas se falhar, adeus!

Fique claro: não acreditava na boa prestação da seleção portuguesa de futebol, no europeu de França… Mas agora com um promotor que canta a falar e tenta falar a cantar, só poderemos acreditar que o insucesso está garantido… E nem a Nossa Senhora de Fátima – a quem nunca vimos os nossos jogadores e/ou dirigentes referirem-se antes, durante ou depois dos jogos – nos poderá salvar, pois a maioria dos intervenientes lusos parece que se envergonha de a ela recorrem… 

Queira Deus que, ao menos, saibam e cantem o hino nacional – a portuguesa – pois na sua letra nos deixamos inflamar na luta contra os bretões – os canhões seria sadismo – teremos de marchar, marchar!

 

António Sílvio Couto



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